Maior vencedor da competição, atleta do Clube dos Jangadeiros conquista a 14ª vitória, dessa vez ao lado da filha
Velejando ao lado da filha, o gaúcho e atleta olímpico Alexandre Paradeda venceu pela 14ª vez o Campeonato Brasileiro de Snipe. Aos 18 anos, Melissa Paradeda celebrou a primeira vitória na competição, disputada entre 27 e 31 de janeiro, no Iate Clube de Brasília. Na 76ª edição do campeonato, Felipe Rondina e Alex Di F. Kuhl, do ICB e do Yacht Club de Ilhabela, ficaram em segundo lugar. Já a terceira colocação foi conquistada por Juliana Duque e Rafael Martins, do Yacht Club da Bahia. A cerimônia de premiação ocorreu no sábado, 31 de janeiro, no Salão Social do Iate.

No pódio, Xandi agradeceu ao Iate Clube pela realização do campeonato, parabenizou Ju e Rafa por conquistarem o pódio “grávidos” e destacou seu papel na formação de Felipe e Alex. “São dois caras que eu treinei a vida inteira de Optimist, fiz parte da formação deles e tenho muito orgulho de ter participado do campeonato juntos”, disse.
Antes de receber a taça das mãos do Comodoro Luiz André Almeida Reis, Xandi afirmou que essa foi a vitória mais especial da carreira. “Esse foi o 14º Brasileiro de Snipe que eu ganhei, mas nenhum é comparado à emoção de ter corrido com a minha filha”, revelou.
Xandi também disse que esse foi um campeonato importante por se igualar às principais referências da sua geração. “Ivan Pimentel ganhou brasileiro em quatro décadas diferentes, e Paulo Santos ganhou brasileiro com o filho. Hoje eu consigo repetir o feito dessas duas lendas da classe”, ressaltou.
Outro nome que chamou atenção ao longo da semana foi o bicampeão olímpico Robert Scheidt. Após enfrentar problemas técnicos com a embarcação no primeiro dia de competição, Scheidt mostrou seu alto nível competitivo e venceu as últimas três regatas do evento.
O vice-campeonato também teve um sabor especial para o público local. Felipe
Rondina, ao lado de Alex Di F. Kuhl, protagonizou uma campanha consistente e disputou o título até a última regata. A dupla nasceu a partir de uma sugestão do técnico Xandi, responsável pela formação de ambos na classe Optimist. Segundo Felipe, a parceria foi pensada estrategicamente para reunir dois velejadores com histórico vencedor, incluindo o currículo de Alex, único campeão mundial da classe no Brasil.

“Eu estava buscando alguém para ter chance de disputar um campeonato em casa, e o Xandi me sugeriu o ‘alemão’, que é um hiper velejador. Na hora, eu animei e mandei mensagem para ele. Consegui ir para São Paulo treinar junto, e ele veio aqui para Brasília em dezembro e conseguiu chegar mais cedo em janeiro também para fazer esse resultado acontecer”, detalhou. “Foi muito legal poder viver esse campeonato depois de 11 anos; eu tinha 17 anos no primeiro e hoje já mais maduro, com 28.”
Diversidade na raia
Ao todo, o campeonato foi disputado em oito regatas e reuniu 84 barcos. O diretor de Esportes Náuticos, Gustavo Raulino, destacou que as expectativas foram atendidas. “Planejamos com cuidado cada regata e cumprimos nossa missão”, pontuou. Ele avaliou ainda que poucas flotilhas no mundo tem tanta diversidade quanto o Snipe brasileiro.
“Esse campeonato foi o retrato fiel da diversidade. Tivemos representantes de nove estados e três países. Vimos na mesma raia velejadores de 10 anos do Optimist e gente com idade para ser bisavô dessas crianças”, ressalta. “Todos correram de igual para igual.”
A 77ª edição do Campeonato Brasileiro de Snipe será realizada em 2027 em Porto Alegre (RS), no clube Veleiros do Sul.





Confira a classificação completa: Jornal do Iate