Até domingo, 8 de março, o Iate sedia o Brasília Tennis Open, competição nível ATP Challenger 75 com premiação total de US$ 107 mil (R$ 540 mil). Com arquibancadas do tênis lotadas e torcida vibrando, o Iatista Guto Miguel viveu a maior vitória da carreira em nível profissional contra o argentino Juan Pablo Ficovich por 2 sets a 0 na última terça-feira, 3 de março.
Na quinta-feira, 5 de março, Guto voltou à quadra central para tentar uma vaga nas quartas, porém perdeu para o argentino Facundo Diaz por 2 sets a 0. Segundo o Iatista, desde o começo sabia que não seria um jogo fácil pelo adversário ser mais experiente.
“Ele foi muito frio nos momentos importantes, subiu a energia, então foi no detalhe, uma quebra em cada set. Isso serviu de lição de que preciso manter minha energia alta o tempo inteiro”, afirmou Guto. Para o atleta, jogar o Challenger no Iate foi “inesquecível”.
Casa cheia
Diariamente, o Clube recebe público externo e associados que desfrutam de um clima de competição, bons jogos e energia lá no alto. No fim da tarde de quinta, aproximadamente 700 espectadores encheram as arquibancadas e deram ainda mais energia à disputa em quadra. A sócia Mariana Shaper gosta muito de tênis e pratica a modalidade no Clube. Conhece Guto desde pequeno, pois já chegou a morar em Goiânia, cidade natal do tenista do Iate.
“Toda a energia no primeiro jogo do Guto foi muito boa e todo mundo aqui torcendo foi muito legal. Os jogos são muito competitivos, a organização está impecável”, relata a sócia. “Estou adorando.”

Para Fábio Souza, o Iate sediar o torneio é um grande presente para todos os associados. Jogador amador, ele compara o nível de tênis dos atletas com o que ele está acostumado a praticar. “Cada vez mais a gente começa a perceber que no fundo eles praticam outro esporte. Já nós aqui, simples mortais, brincamos e jogamos tênis de final de semana”, brinca.
Ele acompanha Guto e pôde assistir aos jogos do tenista no Brasília Tennis Open. “A gente observa como o Guto tem evoluído, especialmente a parte física. A diferença entre ele e o argentino é muito grande, mas só o fato dele estar trocando bola de igual pra igual já é uma vitória enorme”, comenta.
Na Tribuna do Tênis, as associadas Maria Campos e Edna Maciel, que praticam o esporte há anos, acompanharam de perto com um grupo de amigas do tênis os jogos de Guto no Brasília Tennis Open. Para elas, a organização do torneio merece destaque tanto pela qualidade da estrutura quanto pelo comportamento respeitoso da torcida, que soube aplaudir os bons momentos de ambos os jogadores.
“Esse campeonato é bom para o clube, para os participantes e para a torcida que traz entusiasmo para os jogadores”, destacou Edna.
As duas comentaram também que para os próximos torneios a instalação de um telão poderia ampliar a experiência do público. Com todas as arquibancadas lotadas, os associados, convidados e público externo tentaram assistir ao jogo de todos os lugares e ângulos possíveis.
No domingo, 8 de março, em uma final entre dois tenistas de 21 anos, o português Henrique Rocha levou o título do challenger de Brasília. Ele derrotou o paraguaio Daniel Vallejo em sets diretos, parciais de 6/4 e 6/4.
Confira algumas curiosidades
Por que o torneio é um “Challenger”
A Associação de Tenistas Profissionais (ATP) é a entidade que rege o tênis masculino e organiza os torneios da modalidade. As competições são divididas em duas classes de torneios: Challengers e ATPs.
Os Challengers são considerados uma categoria secundária e valem menos pontos no ranking mundial. Normalmente, participam atletas mais jovens, que começaram agora a acumular pontos nos rankings da ATP, ou tenistas mais experientes, que vivem uma fase de baixa. Os Challengers são divididos em cinco categorias de pontuação e premiação, que vão desde a mais básica até a mais valiosa, e sugerem exatamente quantos pontos cada uma delas concede aos grandes campeões. No caso do Challenger 75 são 75 pontos.
Contagem dos pontos
Expressões como “15”, “30”, “40”, “game”, “deuce”, “advantage” e “love” são muito comuns nos jogos. O sistema de pontuação do tênis tem origem no século XVI, quando o esporte começou a ganhar popularidade na França e na Inglaterra. Uma das teorias mais comuns sugere que a contagem foi inspirada nos relógios, onde os números “15”, “30”, “45” e “60” marcavam os pontos em um jogo. Para simplificar o anúncio durante as partidas, o “45” foi substituído por “40”.
Curiosamente, a palavra “love” representa o zero. Muitos acreditam que ela deriva da expressão francesa “l’œuf”, que significa ovo, sendo uma referência ao número zero. O termo acabou sendo popularizado e adotado em inglês.
Escolha das bolinhas
Durante os jogos, o público pode ter percebido que os atletas que vão sacar sempre escolhem as bolinhas. Há um motivo por trás disso. Bolas de tênis pouco felpudas geram menos atrito com o ar, e por isso voam mais rápido. Tenistas tendem a escolher bolas novas e com pouco “pelinho” para o primeiro saque, pois o oponente terá menos tempo para reagir. Com o jogo, ela tende a ficar mais gasta e fofinha.
Sacar uma bola rápida também significa que o jogador tem menos controle sobre ela. Se o tenista errou o primeiro saque, no segundo, ele provavelmente vai escolher uma bola felpuda para ter uma jogada mais segura.







